Distância

distância 19,0km

Duração

duração 6:00h

Percurso

tipo de percurso circular

Dificuldade

grau de dificuldade difícil

Desnível acumulado

desnível acumulado 766m

Altitude máxima

altitude máxima 643m

Altitude mínima

altitude mínima 264m

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Balizas de Socorro
Alertas
O que visitar

legenda

tipos de baliza de socorro:

meios terrestres

por meios aéreos

tipos de percursos:

percurso socorro meios 4x4

percurso socorro a pé

PONTO GEOCACHING - INICIO/FIM PR2

GC1GPGD- Parque das Merendas - serra do Bando

Percurso Homologado - Federação Campismo e Montanhismo de Portugal

Recomenda-se extrema atenção ao calor no Verão

O local

6058 - Parque de Merendas do Brejo

Percurso

A Rota do Brejo e Bando dos Santos estende-se pela Serra do Bando e por algumas das aldeias mais próximas, nomeadamente Castelo, Corgas Fundeira e Cimeira e Chão do Brejo, esta última abandonada. Do princípio até ao fim, é uma rota que oferece vistas soberbas e experiências memoráveis.

Fazendo do Parque de Merendas do Brejo o seu ponto central, o pedestrianista pode planear o seu percurso em função do que pretender visitar, tendo para o efeito diversas variantes ao percurso mais longo, cada uma com os seus próprios encantos. Qualquer que seja o percurso escolhido, terá sempre contacto com uma biodiversidade singular, património cultural relevante e vários sítios de interesse geológico.

Desfrute então, sem reservas, das montanhas azuladas!


Património Natural

Nestas paisagens de serrania encontram-se sobretudo zonas de pinheiro bravo e eucalipto, mas também comunidades de sobreiros e medronheiro, entre outras. Quanto a arbustos, dominam a urzes, carqueja, lentiscos e a erva-das-sete-sangrias com as suas singelas flores azuis. Dependendo da altura do ano, podemos encontrar ainda várias espécies de bolbos e orquídeas selvagens.

Em algumas partes do percurso, e dependendo da estação do ano, é possível avistar espécies como a raposa-vermelha, a águia-calçada, o texugo, o pombo torcaz, a borboleta pandora e a borboleta azul comum, a cotovia arbórea, a andorinha das rochas ou a toutinegra-do-mato. Outros animais poderão passar despercebidos mesmo debaixo do seu nariz como por exemplo a tarântula-ibérica “lycosa hispânica” ou a salamandra-de-fogo.

Já nos arredores ou na própria lagoa, que surpreende o caminhante pela sua localização, dimensão e beleza, podemos encontrar aves como o pato real ou a garça-cinzenta.

É enorme a geodiversidade desta rota. Além de pistas fósseis em forma de tubos verticais e horizontais, por vezes sinuosas, no ponto de menor altitude da linha de cumeada do Bando dos Santos assinalam-se numerosas dobras com formas diversificadas. Não espanta, por isso, a abundância de fósseis, nomeadamente graptólitos e moluscos.


Património Cultural

É riquíssimo o património cultural observável ao longo deste percurso, algum com dezenas de milhares de anos. Desde a Lagoa do Bando, sítio com características únicas em todo o Vale do Tejo, de onde foram recolhidos 371 artefactos que remetem para o Paleolítico Médio (os estudos indicam que este seria um sítio de caça e processamento de carcaças), ao Miradouro do Bando dos Santos, a 500m de altitude, a palavra de ordem é só uma: desfrutar.

Mas há mais: o sítio da Buraca do Serpe, que terá sido ocupado desde o Paleolítico e teria complementaridade com o local de caça da Lagoa do Bando, a Ermida de S. Gens, já na descida, às aldeias circundantes, com as suas levadas e engenhos para aproveitamento de águas, passando pelas pequenas cascatas que enchem de graça esta zona serrana, a Rota do Brejo e Bando dos Santos é um deleite.

Dizem os locais que se trata de terra abençoada, fértil e generosa, desde tempos imemoriais sob proteção de S. Gens. Reza a lenda que toda esta zona foi há muitos anos dizimada por um grande incêndio à exceção do cume onde hoje se encontra a ermida. Curiosas, algumas pessoas foram até ao cimo do monte para tentar perceber a razão do sucedido e aí terão encontrado sobre uma pequena laje a imagem de S. Gens, crendo então que por milagre dele o incêndio não consumiu aquela ínfima parte do monte. O povo terá pois decidido levar a imagem do santo milagreiro até à Capela de S. Mateus, onde a colocou e de onde ela terá desaparecido no dia seguinte. Depois de muito procurar, o povo encontrou-a sobre a mesma laje da véspera e de novo a conduziu até à Capela de S. Mateus. E novamente a imagem terá desaparecido. Foi assim que os habitantes locais decidiram construir a Ermida de S. Gens, desde então lugar de culto com direito a romaria durante o mês de janeiro. Segundo os registos paroquiais, na sequência do terramoto de 1755 ficou danificada a Igreja Matriz de Mação e os alicerces da Capela de S. Gens, sendo portanto uma construção secular.

PONTO DE PARTIDA:

PARQUE MERENDAS DO BREJO

N 39º 37' 11.219'' W 7º 59' 18.060''

PONTO DE CHEGADA:

PARQUE MERENDAS DO BREJO

N 39º 37' 11.219'' W 7º 59' 18.060''

ÉPOCA DO ANO ACONSELHADA: PRIMAVERA, OUTONO, INVERNO

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