Distância

distância 11,1km

Duração

duração 4:00h

Percurso

tipo de percurso circular

Dificuldade

grau de dificuldade fácil

Desnível positivo

desnível positivo 108m

Desnível negativo

desnível negativo 108m

Altitude máxima

altitude máxima 142m

Altitude mínima

altitude mínima 33m

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tipos de baliza de socorro:

meios terrestres

por meios aéreos

tipos de percursos:

percurso socorro meios 4x4

percurso socorro a pé

Percurso Homologado - Federação Campismo e Montanhismo de Portugal

Percurso

Integrada na Freguesia de Ortiga, a Rota da Ortiga permite o contacto direto com zonas agrícolas, áreas de pastagem e espaços piscatórios, sendo essa, precisamente, a sua maior riqueza.

Desenvolvendo‑se num contacto privilegiado com duas ribeiras — Boas Eiras, a sul, e Eiras, a norte — e ainda com o rio Tejo, o maior da Península Ibérica, a sul, a Rota da Ortiga é, muito provavelmente, a mais rica e diversificada em termos paisagísticos. Ao longo do percurso, são tocadas três regiões distintas: Beira Baixa, Ribatejo e Alentejo.

Estamos, assim, perante um itinerário de enorme diversidade, marcado por paisagens arrebatadoras, sobretudo proporcionadas pelos ambientes ribeirinhos do Vale do Tejo. Para além da riqueza natural e patrimonial, o caminhante pode desfrutar de testemunhos remotos da origem do Tejo, da sua relação milenar com os povos que aqui se fixaram até aos dias de hoje e da perfeita simbiose entre o rio e a serra. Faltam palavras para descrever a sensação de imersão nos sons e nas cores da natureza proporcionados pelo Tejo.

Não surpreende, por isso, o encontro ocasional com um ou outro picareto, as embarcações icónicas que outrora navegavam o Tejo e que hoje constituem um valioso testemunho do património cultural do concelho. É igualmente possível cruzar‑se com gentes ligadas à pesca, sentindo‑se de perto a importância de um rio que importa proteger.

Por fim, importa salientar que se trata de uma rota adequada à prática de BTT, onde existem vários pontos de água potável, nomeadamente fontes. Em termos de acessibilidades, a localidade de Ortiga é servida por dois apeadeiros ferroviários — Ortiga e Barragem de Belver, ambos na Linha da Beira Baixa — e pela A23, através do nó Ortiga‑Mação.

Património Natural

Ao longo do percurso é possível observar belos ecossistemas ripícolas, compostos por espécies arbóreas como o freixo, o amieiro, o choupo‑negro, vários tipos de salgueiros, o sanguinho‑de‑água e o sabugueiro, entre outras. Nas encostas mais elevadas, além de sobreiros e azinheiras, surgem árvores como a aroeira, a cornalheira, o aderno‑bastardo e a tamargueira.

Destacam‑se ainda as orquídeas europeias e o lírio‑amarelo‑dos‑montes, mais concretamente a planta bolbosa Iris xiphium, subespécie lusitânica, ambas raras nesta região. Ao longo dos campos atravessados pelo percurso, as oliveiras milenares também não passam despercebidas.

A fauna é particularmente rica. Em meio terrestre, podem observar‑se espécies como a lontra e a gineta; no ar, desde a águia‑pesqueira ao abelharuco, passando pelo guarda‑rios, pela poupa, pelo papa‑figos ou pelo maçarico‑das‑rochas, entre muitas outras aves. Nesta região encontram‑se também cinco espécies diferentes de andorinhas: a andorinha‑dáurica, a andorinha‑dos‑beirais, a andorinha‑das‑chaminés, a andorinha‑das‑rochas e a andorinha‑das‑barreiras.

Não é igualmente improvável o avistamento do grifo ou da cegonha‑preta durante o dia. À noite, podem surgir o imponente bufo‑real, a discreta coruja‑do‑mato, o mocho‑galego ou os noitibós, tanto o cinzento como o de nuca vermelha.

No meio aquático, nadam peixes como o barbo, a boga e a fataça, mais difíceis de observar do que as belas “florestas aquáticas”, constituídas por plantas do género Potamogeton, visíveis em vários troços do percurso.

No que respeita à geodiversidade, identificam‑se diversas dobras geológicas e terraços fluviais antigos, associados à formação do rio Tejo. De particular relevo são os afloramentos rochosos que, em alguns pontos, poderão apresentar cerca de 650 milhões de anos, sendo provavelmente os mais antigos de todo o concelho de Mação, integrados na Zona de Ossa Morena.

Património Cultural

Este percurso distingue‑se pela enorme riqueza patrimonial, abrangendo períodos desde a Pré‑História até à Idade Moderna. Destacam‑se as ruínas do Balneário de Vale de Junco, testemunho da intensa ocupação romana deste território, associada não só à exploração agrícola do Vale do Tejo, mas também à atividade mineira nas serras de Mação.

Na Rota da Ortiga merecem especial atenção as célebres e seculares pesqueiras da Ortiga, estruturas construídas junto à margem do rio Tejo destinadas à prática da pesca. Sem dificultar a navegação fluvial, estas construções tinham como objetivo criar, junto à margem, correntes de água contrárias à do veio central do rio, atraindo assim as espécies piscícolas que, durante o seu processo natural de migração para as zonas de desova, procuravam evitar a corrente mais forte e aproveitavam essas águas mais calmas.

Como curiosidade, refira‑se que na margem direita do rio Tejo, desde a foz do rio Frio até à Barragem de Belver, é ainda possível identificar 22 pesqueiras, apesar dos diferentes estados de conservação em que se encontram — um valioso testemunho da profunda relação entre o rio e as comunidades locais.

👉Ver Estado do PR4 Mac Rota da Ortiga

PONTO DE PARTIDA:

LARGO JOÃO OLIVEIRA CASQUILHO

N 39º 29' 3.541'' W 8º 1' 13.321''

PONTO DE CHEGADA:

LARGO JOÃO OLIVEIRA CASQUILHO

N 39º 29' 3.541'' W 8º 1' 13.321''

ÉPOCA DO ANO ACONSELHADA: PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO

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