Distância

distância 14,6km

Duração

duração 4:00h

Percurso

tipo de percurso circular

Dificuldade

grau de dificuldade algo difícil

Desnível positivo

desnível positivo 347m

Desnível negativo

desnível negativo 347m

Altitude máxima

altitude máxima 418m

Altitude mínima

altitude mínima 265m

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tipos de baliza de socorro:

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por meios aéreos

tipos de percursos:

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Percurso Homologado - Federação Campismo e Montanhismo de Portugal

Percurso

Rota do Carvoeiro — Natureza, autenticidade e tranquilidade em Mação

Inserida na freguesia que lhe dá nome, a Rota do Carvoeiro percorre o planalto norte do concelho de Mação, revelando paisagens serenas, património rural e a beleza inconfundível da sua praia fluvial. É um percurso ideal para quem procura tranquilidade, introspeção e um contacto genuíno com a natureza. No final, a sensação será certamente a vontade de regressar.

O trajeto tem início na magnífica Praia Fluvial de Carvoeiro, a mais premiada do Médio Tejo, distinguida com a Bandeira Azul, a Bandeira Praia Acessível e o galardão Qualidade de Ouro, atribuído pela Quercus. A partir deste cenário idílico, o trilho segue em direção às pitorescas aldeias de Capela e Balancho, onde hortas verdejantes e campos cultivados mantêm vivas as tradições agrícolas praticadas ao longo de todo o ano.

A meio do percurso, o visitante pode optar entre duas alternativas:

  • Percurso curto, que segue diretamente da Lagoa de Frei João até à vila do Carvoeiro
  • Percurso longo, que prolonga a experiência pelas zonas mais amplas do planalto, passando pelo Geossítio das Fragas de Degolados e pela aldeia de Degolados

Seguindo o percurso curto, após atingir o ponto mais ocidental da rota, o trilho conduz até Frei João, um local marcado por memórias, usos e tradições ligadas ao pinhal e à vida rural, antes do regresso ao Carvoeiro.

Optando pelo percurso longo, o esforço adicional é amplamente recompensado pela imponência das Fragas de Degolados, uma formação rochosa de grande impacto visual, que oferece uma vista magnífica sobre o Vale do Aziral — um dos panoramas mais impressionantes de toda a região.

Totalmente ciclável, esta rota é também muito apreciada pelos praticantes de BTT.

Natureza pura, paisagem inspiradora e uma experiência autêntica: assim é a Rota do Carvoeiro.

Património Natural

No que respeita à flora autóctone, a Rota do Carvoeiro alberga uma rara floresta de azereiros, espécie que remonta ao período das florestas laurissilva na Europa. Podem ainda encontrar‑se espécies como salgueiros, murta, urze‑roxa, urze‑lusitana, amieiro, folhado e sobreiro, entre outras. Ao longo das margens das ribeiras — sendo vários os cursos de água existentes nesta zona do concelho — é possível observar o feto‑real, que em condições favoráveis pode atingir até três metros de altura.

Quanto à fauna, é comum encontrar nestas ribeiras serranas a conhecida rã‑ibérica, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica e habitante característica de nascentes e rios de águas límpidas, frias e de corrente rápida.

Ao nível da avifauna, podem ser observadas as três espécies de pica‑pau existentes em Portugal: o peto‑verde, o pica‑pau‑malhado‑pequeno e o pica‑pau‑malhado‑grande. O caminhante pode também ser surpreendido pela presença da rara cegonha‑preta, ou por espécies mais comuns como a toutinegra‑de‑cabeça‑preta. Com alguma sorte, poderão ainda ser avistados animais como a corça, o esquilo ou, pousado no topo de uma formação rochosa, o solitário melro‑azul.

De destacar, por fim, a diversidade geológica existente ao longo do percurso, com a presença das Dobras do Aziral e das estruturas sedimentares em bola de Balancho. Estas formações têm sido associadas ao movimento de glaciares quando esta região se encontrava próxima do Pólo Sul. Segundo os especialistas, também as Fragas de Degolados se terão formado numa época em que todo este território ainda integrava o Hemisfério Sul.

Património Cultural

Merecem especial destaque as construções de arquitetura tradicional das aldeias que integram o percurso e as ruínas do pequeno povoado da Laje. Edificada sobre uma grande laje de pedra, esta aldeia chegou a ter vários habitantes, que há muito abandonaram o campo e as casas. Uma observação atenta das paredes e muros permite perceber que a maioria dos blocos utilizados é característica da unidade geológica que serve de suporte à própria povoação.

A memória popular conta que, em tempos, a propriedade pertencia a uma única família, tendo sido posteriormente dividida devido a conflitos de heranças após a morte do patriarca. Dizem os locais que essa divisão terá originado as duas casas de maiores dimensões, ainda hoje visíveis em ruínas.

À volta, consoante a estação do ano, podem observar‑se campos cultivados com milho verde, utilizados pelas populações locais como pasto e que constituem uma importante fonte de alimentação do gado durante os meses mais frios. O regadio é assegurado pela água proveniente de uma grande lagoa existente nas proximidades. Quem se aventurar pelo interior das ruínas descobrirá, para além de fornos, diversas estruturas de apoio à agricultura — como tanques e eiras — refletindo um modo de vida em que a atividade agrícola teria sido, muito provavelmente, a principal fonte de rendimento da família.

👉Ver Estado do PR3 Mac Rota do Carvoeiro

PONTO DE PARTIDA:

PRAIA FLUVIAL DO CARVOEIRO

N 39º 37' 47.280'' W 7º 55' 24.240''

PONTO DE CHEGADA:

PRAIA FLUVIAL DO CARVOEIRO

N 39º 37' 47.280'' W 7º 55' 24.240''

ÉPOCA DO ANO ACONSELHADA: PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO

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