Distância

distância 11,2km

Duração

duração 4:00h

Percurso

tipo de percurso circular

Dificuldade

grau de dificuldade fácil

Desnível acumulado

desnível acumulado 160m

Altitude máxima

altitude máxima 142m

Altitude mínima

altitude mínima 33m

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tipos de baliza de socorro:

meios terrestres

por meios aéreos

tipos de percursos:

percurso socorro meios 4x4

percurso socorro a pé

Percurso Homologado - Federação Campismo e Montanhismo de Portugal e pela European Hiking Federation (ERA)

Percurso

Integrada na Freguesia de Ortiga, a Rota da Ortiga permite o contacto direto com zonas agrícolas, áreas de pastagem e espaços piscatórios, sendo essa, precisamente, a sua maior riqueza.

Desenvolvendo‑se num contacto privilegiado com duas ribeiras — Boas Eiras, a sul, e Eiras, a norte — e ainda com o rio Tejo, o maior da Península Ibérica, a sul, a Rota da Ortiga é, muito provavelmente, a mais rica e diversificada em termos paisagísticos. Ao longo do percurso, são tocadas três regiões distintas: Beira Baixa, Ribatejo e Alentejo.

Estamos, assim, perante um itinerário de enorme diversidade, marcado por paisagens arrebatadoras, sobretudo proporcionadas pelos ambientes ribeirinhos do Vale do Tejo. Para além da riqueza natural e patrimonial, o caminhante pode desfrutar de testemunhos remotos da origem do Tejo, da sua relação milenar com os povos que aqui se fixaram até aos dias de hoje e da perfeita simbiose entre o rio e a serra. Faltam palavras para descrever a sensação de imersão nos sons e nas cores da natureza proporcionados pelo Tejo.

Não surpreende, por isso, o encontro ocasional com um ou outro picareto, as embarcações icónicas que outrora navegavam o Tejo e que hoje constituem um valioso testemunho do património cultural do concelho. É igualmente possível cruzar‑se com gentes ligadas à pesca, sentindo‑se de perto a importância de um rio que importa proteger.

Por fim, importa salientar que se trata de uma rota adequada à prática de BTT, onde existem vários pontos de água potável, nomeadamente fontes. Em termos de acessibilidades, a localidade de Ortiga é servida por dois apeadeiros ferroviários — Ortiga e Barragem de Belver, ambos na Linha da Beira Baixa — e pela A23, através do nó Ortiga‑Mação.

Património Natural

Ao longo do percurso é possível observar belos ecossistemas ripícolas, compostos por espécies arbóreas como o freixo, o amieiro, o choupo‑negro, vários tipos de salgueiros, o sanguinho‑de‑água e o sabugueiro, entre outras. Nas encostas mais elevadas, além de sobreiros e azinheiras, surgem árvores como a aroeira, a cornalheira, o aderno‑bastardo e a tamargueira.

Destacam‑se ainda as orquídeas europeias e o lírio‑amarelo‑dos‑montes, mais concretamente a planta bolbosa Iris xiphium, subespécie lusitânica, ambas raras nesta região. Ao longo dos campos atravessados pelo percurso, as oliveiras milenares também não passam despercebidas.

A fauna é particularmente rica. Em meio terrestre, podem observar‑se espécies como a lontra e a gineta; no ar, desde a águia‑pesqueira ao abelharuco, passando pelo guarda‑rios, pela poupa, pelo papa‑figos ou pelo maçarico‑das‑rochas, entre muitas outras aves. Nesta região encontram‑se também cinco espécies diferentes de andorinhas: a andorinha‑dáurica, a andorinha‑dos‑beirais, a andorinha‑das‑chaminés, a andorinha‑das‑rochas e a andorinha‑das‑barreiras.

Não é igualmente improvável o avistamento do grifo ou da cegonha‑preta durante o dia. À noite, podem surgir o imponente bufo‑real, a discreta coruja‑do‑mato, o mocho‑galego ou os noitibós, tanto o cinzento como o de nuca vermelha.

No meio aquático, nadam peixes como o barbo, a boga e a fataça, mais difíceis de observar do que as belas “florestas aquáticas”, constituídas por plantas do género Potamogeton, visíveis em vários troços do percurso.

No que respeita à geodiversidade, identificam‑se diversas dobras geológicas e terraços fluviais antigos, associados à formação do rio Tejo. De particular relevo são os afloramentos rochosos que, em alguns pontos, poderão apresentar cerca de 650 milhões de anos, sendo provavelmente os mais antigos de todo o concelho de Mação, integrados na Zona de Ossa Morena.

Património Cultural

Este percurso distingue‑se pela enorme riqueza patrimonial, abrangendo períodos desde a Pré‑História até à Idade Moderna. Destacam‑se as ruínas do Balneário de Vale de Junco, testemunho da intensa ocupação romana deste território, associada não só à exploração agrícola do Vale do Tejo, mas também à atividade mineira nas serras de Mação.

Na Rota da Ortiga merecem especial atenção as célebres e seculares pesqueiras da Ortiga, estruturas construídas junto à margem do rio Tejo destinadas à prática da pesca. Sem dificultar a navegação fluvial, estas construções tinham como objetivo criar, junto à margem, correntes de água contrárias à do veio central do rio, atraindo assim as espécies piscícolas que, durante o seu processo natural de migração para as zonas de desova, procuravam evitar a corrente mais forte e aproveitavam essas águas mais calmas.

Como curiosidade, refira‑se que na margem direita do rio Tejo, desde a foz do rio Frio até à Barragem de Belver, é ainda possível identificar 22 pesqueiras, apesar dos diferentes estados de conservação em que se encontram — um valioso testemunho da profunda relação entre o rio e as comunidades locais.

👉Ver Estado do PR4 Mac Rota da Ortiga

PONTO DE PARTIDA:

LARGO JOÃO OLIVEIRA CASQUILHO

N 39º 29' 3.541'' W 8º 1' 13.321''

PONTO DE CHEGADA:

LARGO JOÃO OLIVEIRA CASQUILHO

N 39º 29' 3.541'' W 8º 1' 13.321''

ÉPOCA DO ANO ACONSELHADA: PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO

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